” UM DIA”
“Um Dia” surgiu, como qualquer outro dia
“Um Dia” estava ensolarado, diferente dos outros dias
o sol brilhava como nunca antes, mas não estava tão quente. Só aquecia
as crianças se deliciavam nas águas.
Na sombra o sol parecia moedas de ouro espalhadas ao chão.
“Um Dia” deu meio dia. O meio Dia de “Um Dia” fora cheio de Farturas
todos se sobrepujaram aquele dia
mas, como qualquer dia, chegou a tarde de “Um Dia”
“Um Dia” mais tarde,
mais tarde até o crespúsculo da noite
então todos se prepararam para o novo dia.
Que seria “Um Dia”?
“Um Dia tinha terminado
e ninguém se deu conta,
que aquele dia fora o dia de “Um Dia”
todos esperavam que “Um Dia” chegasse
e quando chegasse? Bem, …
“Um Dia” tinha Vindo
“Um Dia” tinha ido
“Um Dia” tinha Vindo
“Um Dia” Tinha…
e todos diziam:
“Um Dia” eu…
“Um Dia” quem…
“Um Dia” ! (…)
Este é o dia de “Um Dia” ?
Hoje é, ” Um Dia …”
Escrito por,
Sandro Duarte
O relógio que precisava de conselhos
Um dia deixado sobre um criado mudo, um relógio metálico , de marca não reconhecida mundialmente mas , parecia uma copia.
— “Mas que droga de vida eu tenho”, meus ponteiros correm(giram) noite e dia sem parar lentamente, um pouco mas rápido é o meu ponteiro de segundos
Num suspiro profundo exclamou:—Há! Estou casado desta vidade monotonia, de girar,girar e girar e continuar girando e girando…
Posso ver alguns relógios pôr ai. Eles tem bússola, outros mais de150 metros para entrar nas águas, enquanto que eu, só tenho, alias não posso Ter nem 15 dcimetro de água sobre mim, que já fico com alergia , gripado, isto é embaçado. Posso ver também que alguns relogio tem luzes, é só apertar um botãozinho e pronto outros ainda indicam data , são programados para despertar, enfim outros tem tudo, isto porque tem alguns de metais raros ou ricos em jóia ou pedra preciosa. Enquanto que eu sou feito de uma lata e já velha, Uma marca barata que de longe parece imitação, enfim sou um relógio fracassado, feio, sujo e pobre e como se não faltasse nada ainda acho que sou falso.”
Neste dia o relógio decidiu que iria abandonar a vida que levava, então pensou que quando o seu dono viesse pega-lo, ele iria dar um tempo de 40 minutos, então se soltaria do pulso e assim morreria.
Quando ele menos esperava, de um impulso forte de seu dono, havia dado com seu braço, o relógio se solta do pulso e voou como que se estivesse sido lançado e cai em um boieiro . com os pingos de água sobre ele, começa a espirar e a reclamar.
—Puxa vida! Eu não faço nada direito mesmo, antes do programado vim cair em… e logo onde! Em um boieiro!.
E junto dele estava um monte de lixos jogados, uns já mortos, outros com vida ainda, estavam se deteriorando. Um cheiro insuportável que ele teria de tonar suportável. Reclamava agora da situação em que se emcontrava.
—“Há, há, há thing“. Espirava. Foi quando um velho senhor que estava próximo a ele começou um diálogo.
— hei. Jovenzinho tudo bem com você ?
Irritado ele responde:
— Comigo? Tudo bem? Só se eu estivesse louco para responder essa sua pergunta.!
— Eu sou um ralador, já bem velho, morei muitos anos em uma casinha pobre e fui feito pelo meu próprio dono de uma lata de óleo que já estava abandonada e fui bastante feliz, só que só descobri isto quando vim parar na garganta deste monstro, que não nos mata logo, mas com o tempo ele vai destruindo lentamente.
—É! É isso ai . esta garganta não pode me destruir.
—Porquê que está garganta não pode te destruir jovenzinho?
—Porque eu dou o tempo, e se eu parar ninguém mais morre.
—Engano seu jovenzinho, se você parar, você morre, o tempo continua e todos morreremos, você é um marcador de tempo e não um tempo ou, o tempo. Me entende.
— É pôr isso que tenho que morrer, não da pra eu ajudar ninguém.
— Enganou-se de novo meu jovem.
— Como que me enganei? Veja só você, velho deteriorando-se, quebrado e logo morrerá, e eu, planejei uma fulga da vida que levava, e hoje onde estou? Em uma garganta fedida, suja e que quer acabar com a vida que tenho. Realmente não sou nada.
—Há meu jovenzinho, você é especial e não sabe disto, você faz um trabalho que muitos que muitos dos que estão em cima de nos gostaria de fazer, indicar o momento certo de cada coisa. E até os que aqui estão ou estiveram gostaria de estar no seu lugar e fazer parte da vida de cada objeto, daqueles que se denominam ser nossos donos.
—Há, mas eu só sou um relógio barato que que não tenho….
—Meu jovem, cada qual tem de desempenhar bem a função que recebeu. Uns vem com uns apetrechos a mais que o outro, mais isso não significa que nenhum deixa de Ter a sua importância. Você é jovem, cheio de vida e muito trabalho à fazer, pôr exemplo, indicar a hora do almoço, do jantar , do(café da manhã) dejejum, Hora de brincar, de trabalhar, de falar e também……
—Nossa, é tudo isso?
—E muito mais jovenzinho.
—É, mas neste lugar como que vou fazer tudo isso?
—É você manter a calma, meu jovem, manter a calma
—Como calma? Olhe o tempo que perdi e o tempo de trabalho que tenho que fazer.
—Mantenha a calma, você indica o tempo e a hora de cada coisa lembre –se disto. Pensa pelo seguinte, cada coisa a ser feita tem seu tempo certo e cada coisa que não fez, comece apartir de agora e não deixe para depois. Um dia uma senhora muito sábia me disse o seguinte: “tudo o que te vier a mão, fazei com todas as forças, porque quando você descer para a região dos mortos , lá não tem obra e nem projetos, ”foi seu filho eclesiastes quem disse isto. Me contou Ela. Ela se chamava Bíblia Sagrada se bem me lembro.
—Eu já ouvi falar dela.
Esse mesmo filho dela também falou, que há tempo para tudo o que há debaixo dos céus. Ele disse o seguinte:
—Tudo tem seu tempo determinado, e a tempo à todo propósito debaixo dos céus.
Veja meu jovem, a tempo para tudo e para todos, mantenha-se calmo e tudo vai se resolver, esta família da Bíblia Sagrada é a família mais sábia que existe no mundo.
—Alguém está me pegando, socorro, estou sendo pego por alguém, senhor Ralo me ajude!!
—Vai meu jovem, vai trabalhar, é muito cedo pra você morrer, você só precisava de uns conselhos.
O dono do relógio, o achou e limpou ele, colocando-o no pulso e foi embora .
O relógio estava ansioso por trabalhar que ficava perguntando.”—você quer saber que horas são? Você sabe que é hora de ….
ESCRITO POR,
SANDRO DUARTE
O DIA BELO
Dia belo foi embora. Fora o sol ensolarado,e chega a noite de luar!
A luz bruxuleante ronda esta terra de lobo solitário, vê-se as sombras de galhos secos, e ouve-se no silencio da noite o chuar das águas do córrego entre as pedras negras e cochiar de pássaros noturnos.
Um vislumbre do rosto mórbido e as rugas na face preocupada da mulher, que calos de ferimentos dos cabos de enxadas, foice… Revela a dureza de uma vida regrada de oportunidades e o olhar, revela a bondade e a esperança.
Por outro lado vive o figurão, com luxo e mãos delicadas; mas com poder, chofer e uma fazenda para descansar.
O descanso do figurão com a quietude do campo revela, no bastidor, a senhora que luta a mais de quarenta anos para dar uma vida melhor aos filhos; e o melhor que conseguiu foi dar a educação de seus ancestrais e os cursos oferecidos pelo município e não mais. Pois não havia dinheiro para mante – los em outro lugar para continuação da educação.
Eles, são excelentes. São carpinteiros, pedreiros, roceiros…é, o figurão nem lembra mas deles. Quando vinham correndo, para lavar o carro e dar aquele brilho.
Há,… contudo existe esperança, e o dia belo foi embora, e o sol também, e a noite de luar é mais uma noite para contar causos, à beira do fogão à lenha, e dormir logo.
Pois cedinho, bem cedinho, ainda madrugada, com o céu estrelado, para ordenhar as vacas. “O patrão gosta de leite quentinho”
E a luz bruxuleantes dos fachos, velas, lampiões, acompanham os pobres ricos às suas camas, confortavelmente forradas de retalhos costuradas à mão pela sua mãe. Cobrindo a esteira feita de taboa, lá do brejo! É! Aquele brejo, que o figurão quer mandar aterrar para construir um campo de futebol, para que uma vez no ano, é, talvez duas, quem sabe? Seus filhos, amigos, venham passear e jogar futebol! É , porque os meninos, como são chamados, jogam lá embaixo no estacionamento de terra.
É, mais é assim mesmo, quem pode reclamar.
É noite e esta chovendo, o dia belo foi embora. E é domingo, tem culto, mas ninguém pode ir. Ta bom! Vamos vivendo.
O dia belo foi embora, a noite caiu…
ESCRITO POR,
SANDRO DUARTE


Meu lindo,
Muito gracioso o seu blog bem como as suas poesias, que Deus o abençoe para sempre…
Um beijo
Por: Teca em Julho 31, 2008
às 3:37 am